sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Pornô para novas mães

Pra não dizerem que eu sou muito pai-centrico, aqui uma canjinha para as mães de plantão:

Porn for new moms (amazon)






mas no brasil, temos o diário grávido: mesmo efeito, custo zero!
(mentira e mentira, diriam, sem um pingo de razão)

Kafka on the shore

Eis Lulu e meus cabelos brancos, todos com nomes próprios, claro.
Carnaval na praia com Lucia e Haruki Murakami.
Taí meu projeto de vida: ler Murakami e ver a Lucia crescer.
Essa batatinha ainda vai levar uma dentada.


Lu quer a camera


Who´s your daddy?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

só pode ser praga

De algum desgraçado invejoso. A culpa deve ser minha, quem mandou ficar falando por aí que minha filha dorme dez horas seguidas e nunca chora à toa?

Ela ainda dorme suas dez horas, mesmo doze... Mas chega a noite e ela fica elétrica, lutando contra o sono com todas as suas forças. Ela é bem forte, parece. E meu deus, que poder vocal. Sempre penso nos homens das cavernas que não defenestraram seus bebês: nós descendemos deles!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Lucia em números

6,650 kg de peso.
62 centímetros de altura.
01 raspinha de maçã já comida
02 passeios com papai na mochila-canguru
312 fios de cabelo alheios arrancados
um googolplex de suspiros causados

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

She talks to rainbows

She talks to birds
she talks to angels
she talks to trees
she talks to bees
She don't talk to me
Talks to the rainbows and to the seas...



 


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O primeiro terço do primeiro ano

Lucia faz quatro meses hoje. 
O bebê imprime seu ritmo acelerado de crescimento ao calendário dos pais. Quando se tem trinta e poucos anos, a diferença entre um ano e outra é irrisória, súbito já foi mais um ano e foi igual ao outro. Com o bebê as coisas mudam todo mês, toda semana, todo dia até. O bebê sofre saltos quânticos enquanto dorme, e acorda cada dia com mais inteligência no olhar.

Lucia experimenta com a linguagem e diariamente  acrescenta o que a Ana chama de "fonábulos" novos. É uma delícia de ouvir. Também me adaptei aos tempos e faço campanha pra que ela fale "mamãe" primeiro, dizem que dorme-se mais assim - adivinha quem ela vai chamar?  Mas estou certo que a primeira coisa que ela vai dizer é "Saigato!!", o que nos traz de volta à hipótese do bebê japonês.

Isso me  lembra de outra coisa interessantíssima: eu! Me aproximo do berço em silêncio. Lucia está séria e olhando para o outro lado as borboletas do acolchoado do berço. Chego perto e digo "luciaaaaaaa" e ela se vira, me vê e abre um sorriso como um sol nascente, acompanhado  e faz uma expressão tão deliciosa que eu tenho vontade de chorar toda vez.

Fora que, veja bem, o amor pela mãe é indiscutível, mas tem essa coisa do suprimento de leite, de ser extensão simbiótica de si mesmo. Ela fez parte da mãe e não tem dúvidas sobre isso. Já o pai, que não tem leite a oferecer, fica excluído de toda essa conexão mamífera. Em troca, sabe que o sorriso do bebê ao pai é completamente desprovido de interesses lácteos. E mais, o bebê aprecia que mesmo sem a certeza da paternidade, você esteja aí pra ele. Ele faria um high-five mas sua coordenação ainda não permite. Lucia já usa os braços pra tentar pegar coisas mas nem sempre acerta a direção do braço, parece uma maquina de pescar ursinho de parque de diversão.

Ela, que cabia no meu antebraço, já ultrapassou os seis quilos. fazendo jus à sua ascendência judia, ela fecha a mão com muita força, muitas vezes puxando cabelos compridos ao alcance, ou torcendo o mamilo de seu tio Jacques.

Lucia é sossegada e estradeira, já fomos duas vezes pra praia e ela viaja com uma tranquilidade ímpar. Aliás, sossegada mesmo. Um belo dia, há algumas semanas atrás, ela dormiu a noite inteira, e desde então dorme a noite toda. E não acorda chorando - ela acorda, sorri, e começa a falar com as borboletas, esperando tranquilamente que alguém venha dar-lhe bom-dia. De noite ela tem lutado com o sono, recusando-se a ir dormir. Ela quer é ficar no colo e na sala. Aí sim ela chora, faz beiço, fica dizendo "ablublublu" em tom sentido.

Ah, e os gatos... Esses estão muito sossegados, mas morrem de ciúme. Toda vez que vou trocar as fraldas da Lu no quarto dela, ou dar banho, os dois ficam parados na porta, miando.
Desse jeito a primeira palavra dela vai ser é "miau". Ou ainda, "Neko-Chan cho kauaii!"!


Lucybama